
Woman Is The Nigger Of The World
Sim, ela é...pense nisso
A mulher é o escravo do mundo
Pense nisso...faça algo sobre isso
Nós a fazemos pintar o rosto e dançar
Se ela não for uma escrava, dizemos que elas não nos amam
Se ela é real, dizemos que ela está tentando ser um homem
Enquanto a colocamos pra baixo, fingimos que ela está por cima
A mulher é o escravo do mundo, sim ela é
Se você não acredita, dê uma olhada em quem está contigo
A mulher é o escravo dos escravos
Ah, sim...
Nós a fazemos parir e criar nossos filhos
E depois as deixamos de lado por serem mães gordas como galinha
Nós dizemos que elas só devem ficar em casa
E depois dizemos que são muito anti-sociais para ser amigas
A mulher é o escravo do mundo, sim ela é
Se você não acredita, dê uma olhada em quem está contigo
A mulher é o escravo dos escravos
Ah, sim...
Nós a insultamos todo dia na TV
E nos perguntamos por quê lhe falta coragem ou auto-confiança
Quando jovens, tiramos delas a promessa de liberdade
Enquanto as mandamos serem pouco inteligentes, as culpamos por serem tão burras
A mulher é o escravo do mundo, sim ela é
Se você não acredita, dê uma olhada em quem está contigo
A mulher é o escravo dos escravos
Ah, sim...se você acredita em mim, melhor gritar sobre isso!
10 abril 2010
escrava dos escravos
01 abril 2010
laranjada

era uma vez uma laranja.
não era laranja, nem amarela: era verde.
na pilha com as irmãs ela se destacou.
foi escolhida, viajou muito.
andou de caminhão, de carro, de carrinho.
conheceu novos lugares. novas pessoas.
morou um tempo no pólo sul.
adorava aquela brisa quente que por vezes soprava.
foram muitas experiências até que amadureceu.
...
na mesa de jantar, a surpresa:
ela era descascada, descascada, descascada...a cobrinha não tinha fim.
até que se chegou a um pequeno caroço, no centro de tudo.
casca e caroço.
só.
...
era uma vez uma laranja-casca-amarela.
que não era mais laranja. era só casca amarela.
foi pro lixo.
10 fevereiro 2010
Virtual
Entrei faminto no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar o momento de que dispunha para relaxar, depois de uma manhã cansativa consertando bugs de um sistema.
Pedi um filé de peixe, uma salada e um suco de laranja, comida bem leve.
Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
— Tio, dá um real?
— Pô, nem da garoto!
— Só uma moedinha pra comprar um pão aê tio!
— Beleza, compro um pra você.
Minha caixa de entrada estava lotada de e-mails. Fico distraído. Ah, essa música me leva a Londres e a boas lembranças .
— Ô tio, pede aê pra colocar margarina e queijo também?
Percebo que o menino está com muita fome.
— Opa, beleza, peço sim!
Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que está tudo bem.
— Deixe-o ficar. Traga o pão e mais uma refeição decente pra ele, por favor!
Então o menino se sentou à minha frente e perguntou:
— Tio, o que você está fazendo?
— Estou lendo uns e-mails.
— O que é isso?
— São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via internet.
Sabia que ele não iria entender nada, mas a título de livrar-me de maiores questionários disse:
— É
— Tio, você tem internet?
— Tenho sim, é essencial no mundo de hoje.
— Como é a internet, tio?
— É um local no computador onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem tudo no mundo virtual.
— E o que é esse virtual, tio?
Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e começar a comer.
— Virtual é um local que imaginamos algo que não podemos pegar ou tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase
— Legal esse virtual. Gostei!
— Garoto, você entendeu o que é virtual?
— Sim, tio, eu também vivo nesse virtual.
— Você já acessou a internet alguma vez?
— Não tio, mas meu mundo também é desse jeito... Esse virtual ai. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno, que vive chorando, as vezes dou farinha de milho para ele pensar que é uma comida gostosa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas eu não entendo, porque ela sempre
Fechei meu notebook, segurei antes que as lágrimas pudessem cair sobre o teclado. Esperei que o menino terminasse de literalmente 'devorar' o
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel come de verdade, e fazemos de conta que não percebemos!
10 dezembro 2009
01 dezembro 2009
30 novembro 2009
26 novembro 2009
butterfly
Amo a liberdade, por isso deixo as pessoas que amo livres, se elas voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as possuí.






