Acordou.
De um sono profundo e infinito.
A lua repetia a luz do astro rei, que encostava seus primeiros dedos de luz no cemitério.
Sem um porquê, ergueu-se acima da terra que o sepultava, pos seu putrefato corpo em movimento, andou sem coordenaçao e sem sentido. Achou-se entao na cidade cambalejante.
As mães cobriam os olhos do filhos, inocentes, sem pensar porque. Alguns meninos atiravam-lhe pedras e gravetos, depois saíam correndo sem saberem bem porque o faziam.
Dois jovens de boas intenções vieram, sorrindo, recepciona-lo como quem recebe um velho amigo, sem se darem conta do porque de sua falsidade descarada.
Engravatados ajeitavam seus ternos de encomenda ao perpassarem-no, sem saberem porque se exibiam a um zumbi.
Uma criança escondeu seu pirulito da visão do homem-cadáver, uma velha senhora, sua bolsa, empinando o nariz enrugado no rosto coberto de maquiagem.
Logo em seguida chegaram as autoridades de distintivos e armas. Sem entender porque, os olhos do finado se fixaram nas armas. Olhar esse que o condenou sumariamente às algemas. O oficial nao entendeu porque era tao dificil se aproximar do suspeito de aparencia horrenda.
Sem pensar em nada, o zumbi alcançou, letargicamente, a arma do policial que o prendia. E aí armou-se o circo: até helicóptero apareceu para xeretar.
Sem saber porque, o morto-vivo obedeceu à sua única vontade: levantou a pistola até o queixo e puxou o gatilho.
PA
O instante exatamente antes da explosão foi de um sentimento de vida intensa, finalmente morreria! deixaria de vagar, a tentar entender as coisas, e todos os porquês desapareceriam! mas logo estava morto-vivo de novo.
foi como um flash na escuridão, o tiro na cabeça. mais um porquê explodiu: não podia se dar à gloria da morte, e tambem não podia viver uma vida.
Percebeu-se preso nessa semi-vida sem sentido, em que todas as respostas se escondiam mesmo daqueles que não tem mais nada a perder ou a procurar.
Virou as costas, e foi embora. E ninguém perguntou porque.
09 novembro 2007
O zumbi
06 novembro 2007
Estação Suburbana
Ao som de uma aquarela sonora por onde passo vejo lugares lindos pela janela....
Um convite ao som da noite de chuva, onde só você vê o que ninguém mais vê.
As notas músicais trilham em sua alma como um trem d’queles bem confortáveis.
O coração embarca nessa de viajar pela música.
A estação esta ao sul, longe de tudo, território misterioso de areia movediça.
Suburbana prestes a ceder. - Meu coração ta nessa de viajar pra voltar nunca mais.
Viajando, viajando, viajando...
O tempo não passa... De volta ele pega o embalo e vai, vai, vai...
A chuva lava os olhos vestidos de momentos inesquecíveis, a música cada vez mais serena e suave...
A locomotiva é o tempo - senhor da verdade, os pilotos são à vontade e a coragem, as notas musicais são energia, a alma são os trilhos, os olhos são passageiros.
Passando pelos túneis dos sentimentos mais desconhecidos, e sem destino ele chega à estação suburbana.
-A viagem sem destino da sentido a essa vida que vo levando correndo atrás do que é “bão”!
-Quando olho no meu relógio de pulso não vejo mais os ponteiros, vejo lugares e rostos.
-Na estação suburbana vejo um senhor de costas, olho no relógio e vejo seu rosto.
-Surpresa! Senhor das Oliveiras.
A música acelerou, tomou o embalo de um foguete espacial... No relógio agora só chuva.
O trem vai....vai...vai....vai..........vai.................vai......................vai..............................vai...
05 novembro 2007
jardim verde deserto
Olho em volta sem ver sentido! Penso no mundo com os olhos fechados e acordo como num susto.
Faço sem saber o por quê.
É pensar que talvez exista a chamada "inesperança". Onde as batidas já não tem ritmo, e os tecidos são "incoloridos". Com estradas esburacadas, e retornos não trafegáveis. Nos corações sem vida, reina a "inesperança"!
Em meu jardim verde deserto, todos vestem os seus disfarces. Contradições, mentiras e verdades.
Como vou te conhecer e saber se você é viva? Perguntas sem respostas, lugares perdidos, pessoas indisponíveis.
Hoje quem não tem vida, com corações quebrados, vestindo seus disfarces, nos olham e sorriem.
Ausência de sentido, ausência do racional, será que você nunca reparou?...........
Na tela, no canto inferior, os meus 50 de life?
01 novembro 2007
Loop Infinito
#include stdlib.h
// Para termos uma ideia de como um LOOP Infinito acontece
// nao precisamos ir longe, basta analisarmos o cotidiano
// da nossa sociedade para ver como as coisas nunca andam.
int main(void)
{
int resp;
for (;;)
{
printf (”\n Bem vindo, o que deseja? \n\n (1) Conseguir um emprego \n (0) Sair fora do sistema em que vive “);
printf (”\n : “);
scanf (”%d”,&resp);
if (!resp)
break;
switch (resp)
{
case 1:
{
printf (”\n Ola amigo, vamos ser claros, voce pode ate”);
printf (”\n nao saber para que serve um include, eu so “);
printf (”\n quero o mais importante, voce tem referencia?\n”);
printf (”\n (1) Sim \n (2) Não \n : “);
scanf (”%d”,&resp);
if (!resp)
break;
switch (resp)
{
case 1:
{
printf (”\n O sistema não perdoa amigo”);
printf (”\n Otimo, voce vai comecar a me gerar custos”);
printf (”\n apartir de agora, escolha sua mesa e fique”);
printf (”\n avontade.\n\n Temos algumas regras:\n”);
printf (”\n (1) Quando voce cansar de ficar olhando”);
printf (”\n o monitor, nao tem problema, pode andar”);
printf (”\n pela empresa, acabar com o cafe, entupir”);
printf (”\n o banheiro ou ficar falando da vida das outras pessoas.\n”);
printf (”\n (2) Quando voce se interessar por algo”);
printf (”\n voce pode ir perguntar aos programadores”);
printf (”\n da empresa e atrapalhar o progresso deles”);
printf (”\n no desenvolvimento do sistema\n”);
printf (”\n (3) Caso nenhuma das opcoes lhe agrade,”);
printf (”\n fica consumindo a nossa banda no MSN\n”);
printf (”\n\n > Boa a sorte!\n”);
exit(1);
break;
}
case 2:
{
printf (”\n Otimo, mesmo voce tendo bons conhecimentos “);
printf (”\n e vendo que voce so iria “);
printf (”\n somar forcas no nosso desenvovilmento “);
printf (”\n\n > Voce nao tem referencia, um dia eu te ligo\n”);
break;
}
default:
{
printf (”\n Voce sabe ler amigo? \n”);
break;
}
}
}
}
14 outubro 2007
Global Warming - 1/3
Alguns posts atrás o Begin andou falando sobre a influência que a televisão exerce na vida da gente, até o Vietcong comentou com uma música confirmando a tese.
Dentro desse contexto de influência dos meios de comunicação, eu andei pensando num assunto ao qual eu fui exposto e questionado há algum tempo atrás: o aquecimento global.
Na escola nós aprendemos que o CO2 é um gás que aumenta a capacidade da atmosfera em reter calor na superfície. Na TV a gente vê aqueles gigantes blocos de gelo se desprendendo das geleiras, nos jornais as inúmeras notícias sobre a temperatura da Terra batendo recordes históricos, os ursos polares ficando sem um lar no “Animal Planet” e ainda tem um documentário produzido por um ex-vice-presidente dos EUA falando que as mudanças climáticas já são uma realidade provocada por essa humanidade consumista e descontrolada. Na Internet, além de ver o Al Gore ganhando prêmio Nobel da Paz, nós também conseguimos assistir as cenas de grandes catástrofes, tufões, furacões e enchentes acabando com a vida de milhares e deixando milhões de desabrigados ao redor do mundo.
Depois dessa soma infinita de informações, imagens e discursos, nós, seres humanos mortais, que não passam a vida se dedicando ao clima do nosso planeta, só podemos chegar a uma conclusão: o homem finalmente conseguiu ferrar com a Terra! E conseqüentemente nós precisamos de forma urgente, pelo menos, diminuir o ritmo que esse processo vem tomando. Até aqui, nenhuma novidade, nada que já não tenha sido visto.
alguns Links “sai do Rio carioca que a água ta chegando!/pró global warming”
http://br.youtube.com/watch?v=wnjx6KETmi4
http://afp.google.com/article/ALeqM5hMKsbOwVWmS6zlaIB1fbXHpey46g
(esteja atento aos próximos complementos deste artigo) hehe
13 outubro 2007
re-refletindo
O semáforo fecha. na tentativa ilusória de controlar o caos.
faz-de-conta que o país caminha pra ordem e para o progresso que eu faço de conta que acredito nele. eu fecho os olhos quando alguma coisa incomoda os cílios e quando sou financeiramente explorado tambem. fico imóvel quando durmo e durmo quando me imobilizam tambem. na verdade, durmo eternamente em berço esplêndido..
tantas perguntas feitas, nenhuma resposta resolve. Saem da boca das pessoas e se dissolvem no meio da poluiçao do ar, do som e das luzes. De repente se ouve alguem gritar: Direitos universais! uma quimera. Liberdade! Fraternidade! Igualdade! quase ficção. Democracia! um sonho. Coexiste! fábula. Comunismo! ilusão.
"Os ricos fazem de tudo pelos pobres, menos descer de suas costas" Liev Tolstoi
Presos a uma classe? a algumas roupas? A uma naçao? Nao...porque "nascemos de novo" e nascemos numa naçao sem fronteiras, com uma bandeira sem um desenho feito por homens.
"Ah um dia isso tudo vai acabar, eh o curso natural da história. Seremos livres e felizes para sempre e com consciência social."
"Nunca serão! Jamais!"
Não......ainda nao. O semáforo ainda está fechado pra nós, porque é tudo um caos incontrolável. e tudo não passa de uma grande ilusão, como de quem corre atrás do vento ou toma uma coca.
muita agua ja rolou por debaixo dessa ponte, que é o mundo. Muita agua suja, podre. Com certeza, estamos perto, mas perto quanto? muita agua ainda vai passar. e o maximo q a gente pode fazer é tentar trata-la, com as ferramentas que foram dadas.
A Cesar o que é de Cesar, o que é de fato dele....entao me diz, o que?
viva a anarquia porque o resto é ilusão
e viva a monarquia porque já temos um rei
28 setembro 2007
refle-K-(a)ções

o atraso é culpa do atrasado, e não do sistema que vivemos. seria o atrasado um elemento integrante do moderno?
o trabalhador não vê no trabalho a oportunidade de realizar-se enquanto indivíduo. seria a acumulação de riquezas o principal motivo da labuta?
o capitalismo é uma formação histórica, teve um começo, tem um fim. a ilusão que a gente vive vai durar pra sempre?
pq tempo é dinheiro? pq todos os momentos da minha vida tem de serem vistos como mercantis? "administrando minha vida como uma empresa". será que é isso mesmo que eu quero pra minha vida?
o dinheiro representa valor, não é o valor. já pensou nisso? e o valor, tá no trabalho como dizem? pq eu tenho q me basear no q os outros dão valor?
e os preços então? "o preço é uma forma de medida pra uma sociedade que não tem medida nenhuma".
o capitalismo se transforma rápido, ele sim se revoluciona. máquinas enormes movidas pelo ar, movidas pelo petróleo, movidas pelas plantas. 16hs de trabalho, umas 8hs de trabalho, umas 6hs. fábrica, montadora, fábrica, laboratório, bolsa, telemarketing.
esperar oq desse mundo? esperar q as pessoas pensem o mundo? num dá tempo. num dá tempo de nada. num é pra dar! tempo livre? livre do que? do trabalho!
para de frescura e vai gerir a sua vida vai...vc já deu lucro hj?
não? eu já! nem trabalho, mas ultimamente minha vida se resume a rodar, rodar, rodar...girando a engrenagem. todos os tempos, toda hora...sempre vivendo pra não deixar a roda parar de rodar!
..."o homem vai constituindo uma humanidade que destitui o próprio homem, desumanizando-o". até quando os 90 vão sustentar os 10?
10 setembro 2007
Televisão
Às vezes penso que eu assisto TV como um cãozinho que olha o frango rodar, que mais e mais saboroso de se ver e aguça cada vez mais meu paladar, quando uma gota de óleo cai é como uma novidade que entrar no ar, eu para tudo eu paro de pensar. Só para ficar te olhando Televisão.
Por que o que está lá dentro é tudo o que eu quero ter?
Por que o que está lá dentro é tudo o que eu não posso ser?
Fico horas ali babando sem saber que se o galo morreu não foi por mim.
E quando outros cãezinhos vêm me imitar, são telespectadores no mesmo canal.
O cachorro nada vê na TV, é aí que eu vejo o burro que o bicho é, a tela plana não deixa ele perceber a propaganda bacana de frango.
[Pato Fu]








